segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

EM POUSIO...

Escasseia - me o tempo e o modo de manter sobre rodas os vários projectos planeados...
Este blogue seria uma âncora de memórias pessoais e de reacções puramente afectivas, genuínas, mais do que um reportório de informações e juízos tecidos sobre elas.

Infelizmente, parece que estou a padecer do mesmo mal que tem atingido as mulheres de hoje - Falta de tempo...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

LOVE STORY

" O Bodhisattva percorria o campo em procura daquilo que não sabia. Caminhava em passos lentos, ors perdido em pensamentos, ora interessando - se pela natureza, sumptuosamente vestida com as cores do infinitamente inteligente.

De repente, viu uma pomba, tão cansada de sulcar os ares pesados que estava prestes a cair. Num último esforço ela conseguiu chegar junto do sábio e deixou - se cair aos seus pés.
- Suplico - te, Bodhisttva - gemeu - , salva - me! Desde esta manhã que um abutre me persegue; estou esgotada e só tenho esperança em ti. Vê, lá vem o abutre... está ali!

Com efeito, um enorme pássaro negro aproximava - se do sábio, mas voava também com tanta dificuldade que fazia pena ver o seu esgotamento,
O Bodhisttva pegou na pomba, escondeu - a na túnica e murmurou - lhe com toda a sua ternura fraterna:
- Sossega o teu coração, pombinha. Eu sou o Bodhisttva, ofereço - te a hospitalidade do meu peito e não tens nada a temer.

Foi então que o abutre pousou diante dele, as plumas em desalinho e visivelmente aflito.
- Pelos deuses - disse ele - , já não posso mais, depois desta terrível manhã de caça! Bodhisttva, vi -te esconder a pomba debaixo da túnica, dá - ma depressa, porque me sinto desfalecer...
- Podes estar certo que não ta darei - respondeu o sábio, porque lhe prometi que estaria em segurança e as leis da hospitabilidade não podem ser transgredidas, sob pena de castigo.
- Essa pomba não te pertence - replicou o abutre. - É minha! Quando a agarraste estava no limite das forças e ia, como seria justo, cair em meu poder. Vamos dá- me o que é meu!
- Impossível
- Pensa Bodhisttva: eu sou um abutre, é esta a minha natureza imposta pelos deuses, que também impuseram o meu alimento. Forcei a pomba. Ela é a recompensa do meu trabalho de abutre e deves dar - ma.
- Impossível - disse ainda o sábio - , mas com a voz pouco segura. Gostaria muito de te agradar, abutre, mas não ta posso dar pelo preço que a pedes. Volta à tua caça, é o que tens de melhor a fazer!
- Voltar à caça? A tua graça é cruel, Bodhisttva! Não vês que não sou capaz de voar? Se uma raposa me encontra neste estado, estou perdido! Queres que morra à fome ou que seja devorado por um inimigo? Seja, vou morrer, mas a tua consciência sentirá o peso dete crime.

O Bodhisttva não precisou de meditar muito para compreender que a abutre tinha razão, mas apomba também tinha razão em querer salvar a vida, e ele também tinha razão em oferecer a hospitabilidade do seu peito.
Como podia ele dizer à pomba que era o salário legítimo do abutre?
Deveria deixar o abutre devorar a presa?
O seu coração abrasava - se de piedade, de amor e de cruel incerteza.
Sacrificar a pomba inocente? Impossível!
Sacrificar o abutre inocente? Não

Só restava uma solução, que iluminou o Bodhisttva.

- Tens razão, abutre -disse ele -, não te devo privar do teu salário. Vou portanto oferecer - te com a minha carne aquilo a que tens direito.

Por milagre, surgiram uma balança e uma faca diante do sábio, que, num prato pousou a pomba e no outro um grande pedaço de carne arrancado do seu próprio corpo.
Como o fiel se inclinava para o lado da pomba, o Bodhisttva acrescentou um outro bocado da sua carne, depois mais um outro e outro... e o fiel inclinava - se sempre para o mesmo lado, os bocados de carne humana não chegavam a pesar tanto como a frágil pomba.

Então, o Bodhisttva subiu para a balança, cujos pratos se equilibraram imediatamente com uma exactidão rigorosa.
Uma vida por outra vida!

O abutre, que tinha contemplado a cena em silêncio, bateu as asas e metarmofoseou -se.
- Eu sou o deus INDRA - disse - e queria pôr -te à prova!

Caiu do céu uma chuva de ambrósia que curou o Bodhisttva, a quem o deus anunciou que voltaria a encarnar no corpo do próximo BUDA. "

- in O livro dos senhores do mundo - de Robert Charroux

sábado, 14 de agosto de 2010

À CLARA

 

Essa sua racionalidade, sensível e lúcida, magoa - me, dói - me por não a ver aí, no seu mundo do feminino, disseminada e assimilada.O contraste com a maioria é simplesmente brutal, pelo que a preocupa, pela maneira como mostra militantemente o mundo que calcoreia no olhar que ele lhe devolve - medonho por vezes e esperançoso por outro.
A sua sensatez tranquila que só o conhecimento do
sapiens fundamenta, expressa nas suas crónicas exige, tem de exigir a agressividade se não da denúncia clara e " incorrecta " o menosprezo transparente da REJEIÇÃO, do NÃO, do Vómito.
O Homem pode ser melhor e V. sabe - o. Não o é porque NÃO QUER.

A complementaridade que a faz a Si, na diferença com o Outro, ( tem de ser O outro e não A outro) , necessita de um Nós, que a sua espécie recusa, embalada no jogo de Poder que aprendeu a manipular.

Muito tem feito na conjugação da racionalidade com a Emoção e, pasme -se, os seus " seguidores " e apreciadores do que é, reflectido nos seus escritos, estão no mundo de Marte e não de Vénus.

Bem - haja, pois!
Posted by Picasa

SUMMER LANDSCAPE...

 
Posted by Picasa

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

UM ATÉ BREVE...

Tocou - me fundo a despedida expressa que os meus colegas de trabalho me dedicaram; expressa e pessoal,salientando a diferença da despedida formal de uma " distância " à gerência, nunca hostilzada,embora permanentemente interrogada sempre que as circunstâncias, técnicas,orçamentais e relacionais me exigiram no desempenho da minha actividade.

Saí, tranquilo e exausto. Deixei amigos e amigas com os quais não perderei contacto se a Vida me permitir.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

CONTUDO...

... ESSA disponibilidade traz consigo uma responsabilidade acrescida - CUIDAR DE MIM - nos aspectos que negligenciei por falta de tempo; alibi sempre conveniente para a preguiça e falta de ânimo, que circuntâncias várias de outra índole acrescentaram à falta de disciplina, sempre necessária para qualquer projecto de Vida.

Anseio escrever um livro. Esse desafio, alimentado em dezenas de " cadernos " arquivados pela casa exige - me, agora,que lhe dê um sentido unificador e prático.

Este espaço trará de vez em quando, uns parágrafos desse alinhamento disicplinado que me permitirá sentir junto dos meus amigos o eco do sua avaliação.

Até lá...

domingo, 1 de agosto de 2010

FREE AS A BIRD...

Por fim, a minha liberdade plena!

Doravante estarei ao serviço dos meus ideais, nunca proscritos, e dos MEUS..., de tudo de que me apoderei com o meu afecto e com a minha racionalidade.

A minha crença no Homem mantém - se por mais que Ele me queira reduzir às Origens.

A vida continua... e a minha VIDA também...

Está tudo bem...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

LIBERDADES...

Pouco tempo me separa já e muito se passou para a obtenção total da minha liberdade profissional, para ser DONO do meu tempo.

Essa perspectiva poderá parecer um pouco bisonha para quem já possui esse desiderato ou para outros cujo enfoque da Vida privilegia outras coisas.

Para mim terá um alcance vasto no que à procura de Conhecimento concerne.
Essa gratuitidade não diletante mas definitivamente longe de ganhos materiais que à primeira vista o saber tem a obrigação de cumprir marcou -me, desde o primeiro contacto com os livros e com os outros.

O fascínio pelo Planeta é tão grande como um artista perante a sua obra definitiva. Como corolário lógico vem o resto - o HOMEM e os seus companheiros de viagem.
O reencontro com um caminho que nunca perdi, então em marcha acelerada que o meu tempo se esgota, será de alegria pura.