VEJAMOS...
O 25 de Abril em Portugal, com a sua abertura democrática permitiu aos portugueses conhecer o País onde vivem e conhecerem -se a si próprios como Nação.
Tenho por mim, hoje, que o ditador de Santa Comba parecia conhecer melhor o País que os seus habitantes.
Em Portugal, TODOS os governos pós - 25 de Abril sentiram na pele a crítica feroz, justificada, pelo atraso, aparentemente sem remédio do País, perspectivado pela falta de resultados que não conseguiam obter na Educação, na Saúde, na Justiça, etc, etc...
As críticas, repito, justificadas à luz das perspectivas ambicionadas pela população continuam até hoje.
Fala - se da Justiça, Educação, Saúde, como se fossem entidades abstractas, esquecendo - se inconsciente e convenientemente que quem os FAZ funcionar bem ou mal são portugueses de todas as classes sociais.
A incapacidade pelos vistos é Nacional, é genética, não tem nada a ver com os políticos, que, apesar da herança genética são uma percentagem desprezível no funcionamento administrativo.
O problema para mim é psicológico, pelos vistos, e se aprofundarmos a análise para outros campos de actividade lusa como o desporto e actividade empresarial repara -se que o que se releva é a mediocridade geral a pontuar com " valores " mesquinhos a vida do País.
Sabe - se que teorizar não é criar teorias mas aqui onde o " SE CALHAR... " substituiu a racionalidade e as suposições são o leitmotiv do pensamento comum, a Intriga substituiu a procura trabalhosa da verdade, a mesquinhez a negar a excelência obliterando - a por ignorância e má - fé, onde o " nobre povo " não se quer sentar no sofá do psicanalista, a auto - flagelação inconsciente, através de figuras de substituição, já raia a demência.
A esquizofrénica índole do lusitano pontuada por breves picos de euforia parece ser produo do seu esquizofrénico e aclamado clima onde as amplitudes térmicas diárias são de " BARALHAR " qualquer organismo, pelo menos o meu, caboverdiano de nascimento e identidade.