
GLOBALIZAÇÃO
O homem ocidental, atingida a excelência (!!!?) no domínio da técnica e beneficiado em termos de qualidade de vida no seu uso, sente -se, quando a própria técnica lhe devolve os resultados da sua aplicação cega sobre a Natureza, assustado com a sua acção e tem razões para isso.
Não soube ou não quis contrabalançar a sobrevivência que a Natureza lhe proporcionou com a manutenção sustentada do desiquilibrio, já em plano inclinado, que lhe provocou.
O seu exemplo, teve seguidores desatentos, que embora conhecedores, hoje, da reflexão cuidada que no Ocidente existe sobre os perigos de destruição da Casa comum sentem - se " conduzidos " por uma linha de desenvolvimento que durante dois séculos pelo menos lhes foi induzida como a mais correcta.
De nada valerá portanto ao Ocidente contrariar o que começou e IMPÔS, pela força das armas quando contrariado - a pista de sentido único - que ele hoje chama de Globalização.
A sua credibilidade está a ser posta à prova em todas as latitudes, incluindo a sua ciência, a sua técnica e a sua Democracia.
Parecendo assim impossível parar o que já começou, o espaço que habitamos tornar -se -á dentro em breve um habitat perigoso onde será de novo a Natureza a impôr as suas leis - as de sobrevivência - atingidos os patamares de segurança pessoal e colectiva.
Aí...., após o Apocalipse, a Terra lamberá as suas feridas e juntamente com o Homem a - tecnicus repovoará de novos Sapiens este belo e generoso Planeta.
E começará um novo ciclo...até aprendermos a nossa racionalidade, se entretanto o seu mau uso não tiver levado à extinção, já não a espécie, mas a TERRA, ela mesma.
