domingo, 10 de agosto de 2008



GLOBALIZAÇÃO

O homem ocidental, atingida a excelência (!!!?) no domínio da técnica e beneficiado em termos de qualidade de vida no seu uso, sente -se, quando a própria técnica lhe devolve os resultados da sua aplicação cega sobre a Natureza, assustado com a sua acção e tem razões para isso.

Não soube ou não quis contrabalançar a sobrevivência que a Natureza lhe proporcionou com a manutenção sustentada do desiquilibrio, já em plano inclinado, que lhe provocou.

O seu exemplo, teve seguidores desatentos, que embora conhecedores, hoje, da reflexão cuidada que no Ocidente existe sobre os perigos de destruição da Casa comum sentem - se " conduzidos " por uma linha de desenvolvimento que durante dois séculos pelo menos lhes foi induzida como a mais correcta.

De nada valerá portanto ao Ocidente contrariar o que começou e IMPÔS, pela força das armas quando contrariado - a pista de sentido único - que ele hoje chama de Globalização.

A sua credibilidade está a ser posta à prova em todas as latitudes, incluindo a sua ciência, a sua técnica e a sua Democracia.

Parecendo assim impossível parar o que já começou, o espaço que habitamos tornar -se -á dentro em breve um habitat perigoso onde será de novo a Natureza a impôr as suas leis - as de sobrevivência - atingidos os patamares de segurança pessoal e colectiva.

Aí...., após o Apocalipse, a Terra lamberá as suas feridas e juntamente com o Homem a - tecnicus repovoará de novos Sapiens este belo e generoso Planeta.

E começará um novo ciclo...até aprendermos a nossa racionalidade, se entretanto o seu mau uso não tiver levado à extinção, já não a espécie, mas a TERRA, ela mesma.

domingo, 3 de agosto de 2008



E = mc2



Da razão...


A racionalidade, como instrumento da nossa ascenção à condição de " donos " do planeta, permitiu - nos uma adaptação rápida e fulminante a todos os espaços que a Terra ainda nos permite a permanência até conseguirmos a conquista dos Oceanos, a mátria vital da sustentabilidade da vida no nosso ecosistema.
A racionalidade é um instrumento que nos devia permitir, a todos os humanos a acessibilidade ao conhecimento intuitivo, base da nossa sobrevivência. O hábito de pensar cria conexões neuronais que a determinados níveis nos revela os " eurekas " a par do nosso estupor -Porque é que não pensei nisto antes !!!?
A tragédia humana é que poucos acumularam informações suficientes que só o estudo e a observação permitem a saturação que se solta em " descobertas originais" e o deslumbramento do conhecer.
Tudo o que sai da nossa imaginação é herança dessa acumulação de dados a nível genético transmitidos de geração a geração em mitos, superstições, " ciência ", dejá - vu, crendices, feitiçarias, visões, alucinações,, etc...
Tudo o que é cultural, portanto artificial porque a- natural, a- biológico deriva dessas pequenas " certezas " e convicções que em determinado momento iluminaram em arte, religião, política a libertação de conhecimentos acumulados e torna felizes uns e infelizes outros. É que o Conhecimento pode ser doloroso e por vezes dispensável.
" Cogito ergo sum " nunca foi um erro de Descartes. A existência precede o " cogito " e este não é uma condição daquela.
A unidade psicofísica , privilégio de espécies que acrescentam à pura existência bioquímica o psico, a consciência de SI, remete - nos necessáriamente para a condição evolutiva como substância e destino do SER, determinismo imposto pelas mudanças que as liberdades introduzem, na interpretação intuitiva ou racional do real. Esse movimento perpétuo, já intuído pelos gregos do antanho, é - nos ao mesmo tempo perceptível e incontrolável.
O nosso limite é o Tempo, cuja dimensão espacial e anímica abarca, define e contém a nossa existência marcando toda a tragédia do HOMEM como portador e refractário de uma condição imparcial que o remete inapelávelmente ao que a sua arrogância intelectual rejeita - A VULGARIDADE que a sua mortalidade encerra.