quinta-feira, 25 de dezembro de 2008



Do mundo dos outros...

Estimulante a leitura crítica que J. Pacheco Pereira faz sobre a " colagem " forçada que últimamente tem sido feita ao retratar a realidade política e económica actual com as teses marxistas e consequentemente na redenção histórica do Marxismo.

Para mim, que sempre li Marx como um poderoso pensador da História numa visão ensaísta tão válida como as dos demais autores citados, de Bakunine a outros, nunca vi o mundo por essa perspectiva tão definitiva e linear, pela simples ( !!!? ) razão de que a dinâmica social privilegia o CAOS, cujos elementos de possível análise nunca foram fiáveis nem remetíveis a nenhuma conclusão, fossem elas platónicas, hegelianas, marxistas ou fukuyanas.

A única realidade inerente aos sistemas de construcção teórica baseada na observação histórica do Homem é a TENSÃO permanente que , do indivíduo, se transmite ao Real na dupla perspectiva de sujeito e objecto da História.

O efeito borboleta dessa tensão não é tão visível como o do dominó, nem tão mesurável se captada. Sentimos - lhe a resultante, indomável, indefinida, permanente, aqté quando reflectimos sobre ele.

ORDEM no CAOS significa que só com a construção de estruturas sociais racionalizadas será possível entendermos, pela racionalidade, o mundo que habitamos.

Esse tem sido o espaço da intervenção da Política que sempre soube ( !!!? ), pelo bem e pelo mal caminhar nesse sentido, purgando a EMOÇÃO ( filha dilecta do caos ) desse universo, pugnando por essa ORDEM, cuja definição tem variado consoante os protagonistas, de Hitler a Mugabe, de Gandhi a Obama, de Sócrates a Lula da Silva, de Castro a Putin.

É que o Homem, a despeito de ser capaz de racionalizar, não tem sido capaz de ser racionalizado, o que não acontece às suas produções, mentais ou materiais.

Haja esperança, pois...

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

IMPASSE...

O MUNDO ESTÁ NUM IMPASSE...., REFLECTINDO SOBRE OS PASSOS A DAR. NO ENTANTO NÃO OUÇO NENHUMA AUTOCRÍTICA SOBRE OS FENOMENAIS ERROS QUE SE COMETERAM NO SEGUIDISMO ACÉFALO DA GLOBALIZAÇÃO.

TREMO DE PAVOR PELA ESPÉCIE QUANDO VEJO QUE GOVERNANTES !!!? COM UM UNIVERSO DE INFORMAÇÃO MIL VEZES MAIS DETALHADO DO QUE O MEU, SIMPLES CIDADÃO, SEJAM CAPAZES DE TAMANHA CEGUEIRA, A PASSO COM UMA ESTUPIDEZ MILITANTE DE TAL ORDEM QUE, INCAPAZES DE ANÁLISE E PREVISÃO, LEVEM ESTE PLANETA AO CAOS E MISÉRIA EM NOME DE POLÍTICAS DE FREGUESIA.

EM TODO O PLANETA, A ELITE, QUE DEVERIA SER O FAROL A ALUMIAR DUAS VEZES, DEMITIU -SE, POR GANÂNCIA, POR POBREZA INTELETUAL, MORAL E DE CARÁCTER, DAS SUAS OBRIGAÇÕES COMO TAL E VEGETA NO LODO DA POBREZA DA MESMA ORDEM QUE EXEMPLARAM.

QUE FUTURO QUANDO SE VÊ, EM VEZ DA EMENDA, O REMENDO ?

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

PALAVRAS PERDIDAS...

A caminho de casa no percurso Porto - Lisboa ouvi hoje, de principio ao fim um fórum da TSF sobre a sexualidade dos adolescentes.

Ouvi de tudo, opiniões de especialistas ( !!!? ), de pais, de divulgadores, de jovens, de professores, sobre sexo na sua vertente - educação para a saúde e na sua divulgação - vulgarização na sua vertente funcional. E nem por uma única vez ouvi falar de AMOR por qualquer um dos participantes.

O que hei - de pensar sobre ISSO!!!?

sexta-feira, 26 de setembro de 2008



E as razões por que essa senhora me mete medo são a sua falta de conteúdo, de substância, de Mundo.

Isso faz dela, a par de uma incultura planetária recorrentemente evidenciada, uma incompetente para um lugar de tamanha importância para a politica internacional - a de putativa Presidente dos USA em caso de putativa inacapacidade do putativo Presidente republicano cujo nome nem me lembra.



Esta senhora assustava -me, não pela inteligência e capacidade de fazer, mas pelos mesmos motivos que impediram Obama de a convidar, apesar de todas os ganhos eleitorais, para seu vice presidente - a rapacidade e o instinto predatório que a sua espécie, sim espécie, tem estado a revelar, prefigurando ameaças latentes, misóginas talvez, mas efectivas.

domingo, 10 de agosto de 2008



GLOBALIZAÇÃO

O homem ocidental, atingida a excelência (!!!?) no domínio da técnica e beneficiado em termos de qualidade de vida no seu uso, sente -se, quando a própria técnica lhe devolve os resultados da sua aplicação cega sobre a Natureza, assustado com a sua acção e tem razões para isso.

Não soube ou não quis contrabalançar a sobrevivência que a Natureza lhe proporcionou com a manutenção sustentada do desiquilibrio, já em plano inclinado, que lhe provocou.

O seu exemplo, teve seguidores desatentos, que embora conhecedores, hoje, da reflexão cuidada que no Ocidente existe sobre os perigos de destruição da Casa comum sentem - se " conduzidos " por uma linha de desenvolvimento que durante dois séculos pelo menos lhes foi induzida como a mais correcta.

De nada valerá portanto ao Ocidente contrariar o que começou e IMPÔS, pela força das armas quando contrariado - a pista de sentido único - que ele hoje chama de Globalização.

A sua credibilidade está a ser posta à prova em todas as latitudes, incluindo a sua ciência, a sua técnica e a sua Democracia.

Parecendo assim impossível parar o que já começou, o espaço que habitamos tornar -se -á dentro em breve um habitat perigoso onde será de novo a Natureza a impôr as suas leis - as de sobrevivência - atingidos os patamares de segurança pessoal e colectiva.

Aí...., após o Apocalipse, a Terra lamberá as suas feridas e juntamente com o Homem a - tecnicus repovoará de novos Sapiens este belo e generoso Planeta.

E começará um novo ciclo...até aprendermos a nossa racionalidade, se entretanto o seu mau uso não tiver levado à extinção, já não a espécie, mas a TERRA, ela mesma.

domingo, 3 de agosto de 2008



E = mc2



Da razão...


A racionalidade, como instrumento da nossa ascenção à condição de " donos " do planeta, permitiu - nos uma adaptação rápida e fulminante a todos os espaços que a Terra ainda nos permite a permanência até conseguirmos a conquista dos Oceanos, a mátria vital da sustentabilidade da vida no nosso ecosistema.
A racionalidade é um instrumento que nos devia permitir, a todos os humanos a acessibilidade ao conhecimento intuitivo, base da nossa sobrevivência. O hábito de pensar cria conexões neuronais que a determinados níveis nos revela os " eurekas " a par do nosso estupor -Porque é que não pensei nisto antes !!!?
A tragédia humana é que poucos acumularam informações suficientes que só o estudo e a observação permitem a saturação que se solta em " descobertas originais" e o deslumbramento do conhecer.
Tudo o que sai da nossa imaginação é herança dessa acumulação de dados a nível genético transmitidos de geração a geração em mitos, superstições, " ciência ", dejá - vu, crendices, feitiçarias, visões, alucinações,, etc...
Tudo o que é cultural, portanto artificial porque a- natural, a- biológico deriva dessas pequenas " certezas " e convicções que em determinado momento iluminaram em arte, religião, política a libertação de conhecimentos acumulados e torna felizes uns e infelizes outros. É que o Conhecimento pode ser doloroso e por vezes dispensável.
" Cogito ergo sum " nunca foi um erro de Descartes. A existência precede o " cogito " e este não é uma condição daquela.
A unidade psicofísica , privilégio de espécies que acrescentam à pura existência bioquímica o psico, a consciência de SI, remete - nos necessáriamente para a condição evolutiva como substância e destino do SER, determinismo imposto pelas mudanças que as liberdades introduzem, na interpretação intuitiva ou racional do real. Esse movimento perpétuo, já intuído pelos gregos do antanho, é - nos ao mesmo tempo perceptível e incontrolável.
O nosso limite é o Tempo, cuja dimensão espacial e anímica abarca, define e contém a nossa existência marcando toda a tragédia do HOMEM como portador e refractário de uma condição imparcial que o remete inapelávelmente ao que a sua arrogância intelectual rejeita - A VULGARIDADE que a sua mortalidade encerra.

segunda-feira, 28 de julho de 2008



" Deixa - me sofrer até ao fim. apesar de todo meu cansaço,ainda me sobram forças para ir até aí " - Werther

Em 29/7/72 a minha vida deixou de ser só minha e essa garota ainda continua comigo. Talvez não a mereça, talvez não a tenha amado tanto como o meu coração desejaria, por incapacidade minha e pela imperfeição de ambos...

Mas o que sentia por esses dias nunca me abandonou nessa nossa já longa caminhada, solitária por vezes, agreste de vez em quando, tumultuosa sempre e fatal como um destino traçado por mãos outras que as nossas faz reencontrar mesmo que por vezes não se toquem.

domingo, 13 de julho de 2008


There is a mill which grinds by itself, swings of itself, and scaters the dust a hundred versts away. And there is a golden pole with a golden cage on top which is also the Nail of the North. And there is a very wise tomcat which climbs up and down this pole. When he climbs down, he sings songs; and when he climbs up he tells tales. - Tales of the Ostyaks of the Irtysh

from Hamlet´s Mill----Santillana
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sábado, 12 de julho de 2008







PARTICIPAÇÃO


PARTICIPAÇÃO
Participação,
participação,
PARTICIPA
CÃO!

José Fanha
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sexta-feira, 11 de julho de 2008



Se estes cabelos cortastes

de um lugar lindo e gamenho,

dou - vos, meu bem, quanto tenho,

pois o meu bem barbeastes. Errastes quando rapastes

( segundo por cá se conta ),

que fostes tão néscia e tonta,

que onde amor todo se escancha

fostes cortando de prancha,

havendo de ser de ponta. ---anónimo

ACONTECIMENTO


Aí estás tu à esquina das palavras de sempre
amor inventado numa indústria de lábios
que mordem o tempo sempre cá
E o coração acontece - nos
como uma dádiva de folhas nupciais
nos nossos ombros de Outono
Caiam agora pálpebras que cerrem
o sacrifício que em nossos gestos há
de sermos diários por fora
Caiam agora que o amor chegou -- RUY BELO

sexta-feira, 4 de julho de 2008

QUE TEMPOS NEFANDOS, ESSES QUE ESTAMOS A VIVER... - W. Allen


O homem É um primata com um cérebro muito desenvolvido que lhe permite executar tarefas complexas que não estão ao alcance das outras espécies terrenas que, por sua vez, possuem características físicas que uma vez apossadas pelos humanos os transformariam em Super - Seres.
Essa é a realidade natural no planeta Terra.

A emergência do Homem como um produto único na Natureza que lhe permitiu sobrepôr - se aos outros géneros fez de Si um produto cultural, artificial portanto, que se reclama de Universal - um pecado capital .

De tanto se esforçar para se libertar da Natureza à qual parece ( ia ) estar definitivamente condenada como um seu produto que é, acaba sempre por se encontrar com a cópia de si mesmo ou com a sua deformação e NUNCA com o Homem Novo, essa personagem mítica, etérea, intemporal, flutuante de um espaço - tempo sem corpo, a - Natural.

Um grande equívoco e mais uma tragédia em crescendo até que consiga, como diria Moscovici, dar a volta DENTRO da Natureza e não contra ela.

domingo, 8 de junho de 2008

PATETICES...e outras coisas...

O futebol, a par de outros desportos, tem - nos apresentado as mais EMOTIVAS imagens de BELEZA, SUPERAÇÃO, DESAFIO, AMBIÇÃO, TRABALHO, CARÁCTER, SOLIDARIEDADE, ESPIRITO DE EQUIPA, MOTIVAÇÃO e de retorno financeiro, produtividade, melhoria social de que há memória no planeta.

O mau - uso que se poderá fazer do que em si ( falo como adepto ) é BOM, BELO, psicológicamente terapêutico, será da culpa de quem não gosta e de quem se aproveita disso para atoardas moralistas sobre comportamentos dos MEDIA, excessivos, como excessivas são as emoções transmitidas pelos adeptos, em relação a uma actividade que como nenhuma outra movimenta e faz vibrar o PLANETA na apreciação do HUMANO em toda a sua glória física, emocional, sentimental, empática e...INTELECTUAL.

O equívoco dos " críticos " a esse descontrolo emocional que de nós se apodera está na sua SOLIDÃO e incapacidade empática de pertença. O seu NARCISISMO anti- planetário descredibiliza-os como " falantes" de uma actividade que os transcende estéticamente.

Essa aridez intelectual, inútil, por que afastado do humano e da realidade milenária inscrita no código genético desde que o HOMEM se tornou HOMEM, deverá ser tratada como tal - desperdício e distância higiénica obrigatória
É por essas e por outras que deixer de ler o abrupto.blogspot.com.

E fiz bem!

sexta-feira, 23 de maio de 2008



Quando penso no tempo e modo da minha ainda passagem por este mundo, a imagem que lhe associo é de uma tempestade silenciosa como foi esta - sem DANOS para ninguém e mudanças perenes aos que me conheceram.