
Do mundo dos outros...
Estimulante a leitura crítica que J. Pacheco Pereira faz sobre a " colagem " forçada que últimamente tem sido feita ao retratar a realidade política e económica actual com as teses marxistas e consequentemente na redenção histórica do Marxismo.
Para mim, que sempre li Marx como um poderoso pensador da História numa visão ensaísta tão válida como as dos demais autores citados, de Bakunine a outros, nunca vi o mundo por essa perspectiva tão definitiva e linear, pela simples ( !!!? ) razão de que a dinâmica social privilegia o CAOS, cujos elementos de possível análise nunca foram fiáveis nem remetíveis a nenhuma conclusão, fossem elas platónicas, hegelianas, marxistas ou fukuyanas.
A única realidade inerente aos sistemas de construcção teórica baseada na observação histórica do Homem é a TENSÃO permanente que , do indivíduo, se transmite ao Real na dupla perspectiva de sujeito e objecto da História.
O efeito borboleta dessa tensão não é tão visível como o do dominó, nem tão mesurável se captada. Sentimos - lhe a resultante, indomável, indefinida, permanente, aqté quando reflectimos sobre ele.
ORDEM no CAOS significa que só com a construção de estruturas sociais racionalizadas será possível entendermos, pela racionalidade, o mundo que habitamos.
Esse tem sido o espaço da intervenção da Política que sempre soube ( !!!? ), pelo bem e pelo mal caminhar nesse sentido, purgando a EMOÇÃO ( filha dilecta do caos ) desse universo, pugnando por essa ORDEM, cuja definição tem variado consoante os protagonistas, de Hitler a Mugabe, de Gandhi a Obama, de Sócrates a Lula da Silva, de Castro a Putin.
É que o Homem, a despeito de ser capaz de racionalizar, não tem sido capaz de ser racionalizado, o que não acontece às suas produções, mentais ou materiais.
Haja esperança, pois...








