terça-feira, 24 de maio de 2016

IDENTIDADES...

" Donde sou? Sou do meu tempo, bem o sei, ou bem o quero saber, porque não é fácil assumirmo - nos com o tempo que nos aconteceu. Mas de vez em quando, a um aceno invisível e perceptível apenas no modo de haver uma perturbação no ar, sinto que sou de outro tempo, de outro destino, de outro signo de ser pessoa. Que outro tempo? Não sei. Não deve ser mesmo tempo nenhum. Deve ser apenas localizável onde não esteja bem e me pergunte donde sou. Donde sou? " - Virgílio Ferreira, PENSAR

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

UM FUTURO ANTEVISTO

O NOSSO MUNDO MODERNO...


                                                                    GOMES LEAL
                                                                      (1848 - 1921)

... Foi, na projecção profética dos poetas de todas as paragens do Globo, antevisto nos " sinais " por si intuídos que só aos génios se configuram.

As tiranias da intimidade, que sobre toda a racionalização do discurso do poder sorriem à conformidade foram - se soltando, de tímidos afloramentos, ao ruído triunfante de hoje.

Nini passa a sorrir, lábios cor de cereja,
vestida de vareja,
viciosa e franzina, ar de lírio na lama.
Nisto, passa Sarah, mais do que masculina,
e a galdéria franzina
chispa, de olho glauco, uma lasciva chama

Hoje, Nini diria... e faria, mesmo que censurada..


...este poema

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

DA " INTIMIDADE " SUSPENSA...

TEMPOS BRAVOS ESSES...

Ainda anda por cá tudo o que me fez abrir esse espaço - as emoções, o abandono, o retorno, as mágoas e a convocação das memórias em registos e planos outros...

Acontece que outras convocações, as da cidadania, mais imediatas, têm ocupado e usado da minha capacidade analítica assoberbando o espaço da contemplação, da poesia e do queixume, a dois a três...

Esperamos por tempos mais calmos...

quarta-feira, 12 de junho de 2013

MEMÓRIAS

Quando do vinho de uma taça
mais prazer tirei
do que contigo estar, soube, soube - me...
soube - me a fechar de portas
que de entreabertas permaneceram
na liquidez parda do que...
em tempos foi sólido carmim.

Soube, soube - me a memórias
do mar bravio que...
outrora naveguei nos teus braços - velas,
leito- arsénio de saques - oferendas
abertas no baixar de guarda...
dos teus fantasmas colhi
tempestades breves e assim...
dos teus braços mornos
me afastei vencido e são...só
me recolho no tempo não - vida e...
em espaços breves revividos 
em memórias de um amor inacabado
e que faltou cumprir...

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

SINAL DE VIDA

A melancolia e o pessimismo têm andado arredados da minha vida e a culpa tem sido das minhas três nétinhas que me têm resgatado à mediocridade feita lamento.
A hora é de luta pelo seu futuro, do desmascaramento, da denúncia e do dedo em riste e não de contemplações e contemporizações com a desfaçatez daninha que uma minoria egotista teima em plantar à porta da História dos povos.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

AINDA POR CÁ...

Acontece que o colectivo está a sobrepôr - se ao individual, emotivo e íntimo e... tenho passado mais tempo com o meu outro blog www.calamatche2003.blogspot.com, que os tempos são de alerta e partilha de experiências outras... e esse espaço é o mais adequado.

Custa - me essa ausência por aqui porque também me diz que me estou a negligenciar no controlo que periódicamente faço ao meu EU, em avaliação da sua saúde; a racional
vai muito bem...

terça-feira, 14 de junho de 2011

CURIOSO...,

... O tempo e o modo que o Expresso encontrou para ouvir, fugidíamente, algumas visões lusa de Aquilinos sobre a raça...

A mim também me suscitaram algumas reflexões, que a seu tempo trarei aqui, porque, de Aquilino a Torga, de Eça a Antero, de Camões a Pessoa, de Eduardo Prado Coelho a Gil, de Lourenço aos Miguéis, Tavares e Cardoso, de Agustina a Clara F. Alves, sigo com paixão a resistência e consistência com que a alma lusa se defende com o seu conservadorismo milenar, imune às ideias " racionais " de mudança,que nenhuma reflexão abana nos costumes, preconceitos e atavismo firmemente presos nos seus alicerces, na sua identidade, aparentemente problemática, contraditória e única.